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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Os melhores discos de julho segundo o About Heavy Metal

18:44

É o calor do verão (no hemisfério norte), mas a qualidade dos lançamentos de metal esfriou drasticamente em julho. Tivemos alguns discos excelentes, mas a profundidade de bons discos foi a menor de todos os meses do ano até agora. A lista deste mês inclui algumas bandas familiares, mas também nomes novos e desconhecidos, como o que encabeça a lista.


Sons of Huns - While Sleeping Stay Awake

Se você precisa de uma dose diária de chutes na bunda, encontrou neste segundo disco do Sons of Huns. O trio de Portland derrama energia, coragem e atitude. Riffs matadores cheios de swing alinham-se com temas líricos profundos, com letras que exploram assuntos como filosofia, ioga, meditação, vida e morte. Mesmo não precisando de ajuda para entregar um disco excelente, a banda conta com as participações especiais de Wino (Saint Vitus) e Dale Crover (Melvins). Indicado para os fãs de The Shrine, Fu Manchu, Orange Goblin e Barn Burner.


Lamb of God - VII: Sturm Und Drang

Sturm Und Drang é uma expressão alemã que significa “tempestade e tensão”. Este é um título adequado para o álbum, que resume tudo que a banda passou ao longo dos últimos anos em um disco compacto e afiado. A típica agressividade do Lamb of God marca presença, mas há muita diversidade também. VII: Sturm Und Drang é um trabalho focado e energético de um dos maiores nomes do gênero, com o Lamb of God acrescentando mais um título de alto nível para o seu catálogo.


Immortal Bird - Empress/Abscess

Perturbador da melhor maneira possível: esta qualidade está presente em todo este disco de estreia - a banda já havia lançado um EP antes. Com Rae Amitay abrindo mão da bateria e concentrando-se apenas nos vocais, os rugidos que ele emite ganharam um destaque extra. As músicas refletem a raiva e um aumento no temperamento enegrecido da banda, de uma forma radical. Algumas notas com um piano sombrio em “To a Watery Grave” não fazem diminuir a forte sensação inibidora que a música da banda transmite. Um excelente disco!


Powerwolf - Blessed & Possessed

Esta parece ser a versão mais simplificada do Powerwolf. Cada faixa é construída a partir de linhas melódicas memoráveis, e a maioria das canções fica na faixa dos três minutos e pouco. Os ganchos são viciantes, tornando impossível não levantar o punho e bangear sem parar. O destaque vai para o vocalista Attila Dorn, dono de um timbre poderoso e de grande sabedoria ao usá-lo com maturidade, sem nunca atingir níveis ensurdecedores. A faixa-título inclui um riff clássico inspirado no Judas Priest e transforma-se em um hino instantâneo do metal.


Cradle of Filth - Hammer of the Witches

As mudanças de formação parecem ter energizado o Cradle of Filth. O som segue a linha dos discos recentes da banda inglesa. Há arranjos sinfônicos intensificados pelo heavy metal agressivo que é a marca registrada do grupo. Os últimos trabalhos do COF tiveram uma recepção dividida, com elogios e críticas na mesma proporção. A entrada de novos integrantes coloca tudo em outra perspectiva, mantendo a sonoridade fiel à tradição da banda.

(matéria traduzida)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Os melhores discos lançados em junho segundo o Heavy Metal About

11:55

A alta qualidade dos lançamentos de junho tornou difícil a confecção deste top 5. No fim, o High on Fire triunfou com o seu mais recente disco. O restante da lista combina algumas bandas veteranas com outras menos conhecidas e que têm tudo para construir um futuro brilhante. Abaixo está a lista com os melhores álbuns de heavy metal lançados em junho de 2015.


High on Fire - Luminiferous

Os riffs de Matt Pike sempre foram a característica dominante do High on Fire, mas em Luminiferous este protagonismo divide espaço com a seção rítmica. A bateria de Des Kensel soa apocalíptica, e o baixo de Jeff Matz cimenta as batidas de Kensel. Juntos, eles forjam uma cozinha que soa como o choque de asteróides gigantes. Não há performances fracas assim como não existem faixas fracas em Luminiferous. Como os cães latindo ao localizar suas presas e os guardas da prisão devolvendo seus fugitivos, o novo álbum do High on Fire deixa tudo para trás em cinzas ardentes. Nós, os inocentes, somos testemunhas do melhor disco da banda.


Paradise Lost - The Plague Within

The Plague Within é o disco mais pesado da carreira do Paradise Lost. As guitarras são esmagadoras, e Nick Holmes nunca soou tão gutural antes. “Terminal" e “Flesh From Bone” são destaques óbvios, e transmitem a mensagem de que a banda não terá nenhuma misericórdia. Não consigo pensar em muitos nomes que lançaram um registro tão relevante e forte tendo mais de 25 anos de carreira. Um disco que é um presente para os fãs, que clamavam por um retorno da sonoridade mais agressiva dos ingleses.


Vattnet Viskar - Settler

Christa McAuliffe, a “professora do espaço” que faleceu quando o ônibus espacial Challenger explodiu 73 segundos após a sua decolagem, em 1986, é a inspiração para este disco. O cantor e guitarrista Nick Thornbury afirmou que quando viu a foto original - que é também a capa do álbum -, a imagem tornou-se a sua principal fonte de inspiração. Essa influência é fácil de ouvir em Settler, um registro que varia entre momentos de crescente euforia, melodias flutuantes e ritmos furiosos. A faixa de abertura, “Dawnlands”, inicia com uma explosão de feedback e percussão, e em seguida lança uma cacofonia enegrecida sobre o ouvinte. O disco traz uma sensação de liberdade, transmitindo a alegria da exploração, da leveza pura e da antecipação.


Cloud Rat - Qliphoth

O que temos aqui é uma nuvem eclética de hardcore poderoso e grindcore, com uma mensagem que está em falta no restante da cena. Em Qliphoth, este quarteto temível chuta todas as portas, mas isso não significa que não possamos ter alguns momentos mais atmosféricos onde o conteúdo lírico vem à tona. O resultado é uma atmosfera influenciada pelo Kylesa, vocais no estilo de Rorschach, com a intensidade do Converge e o ruído do Sonic Youth. O Cloud Rat opera em um nível nada simples de explicar. Se você curte alguma seriedade na música extrema, ouvir a banda é uma obrigação.


Abyssal - Antikatastaseis

A menos que você seja um fã super familiarizado com o death metal underground, você provavelmente nunca ouviu a banda inglesa Abyssal. Seus dois primeiros discos foram lançados de forma independente, e eles não se apresentam ao vivo nem dão entrevistas. Mas isso está prestes a mudar com o lançamento deste terceiro disco, que saiu pela Profound Lore Records. O som é grandioso, combinando o esmagamento do death com muita atmosfera e ambientação. É brutal, com ruídos death metal intelingíveis fincados profundamente na mistura. Há também passagens cheias de groove e influências de doom, o que faz com o ritmo mude constantemente. Um som extremo, técnico, extremanente musical e com arranjos de qualidade, que resulta em um álbum de death metal muito convincente.

(matéria traduzida)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Os melhores discos de maio segundo o Heavy Metal About

11:49

Arcturus - Arcturian

Resumindo, Arcturian é um dos melhores álbuns de black metal sinfônico desde Puritanical Euphoric Misanthropia, lançado pelo Dimmu Borgir em 2001. Embora o Arcturus seja conhecido pela abordagem predominantemente progressiva e avant-garde de discos como La Masquerade Infernale (1997), eles alcançam o seu melhor quando focam na quantidade certa de peso e melodia. O Arcturus é facilmente a melhor banda a seguir esse caminho atualmente, e eles gravaram uma obra-prima em Arcturian.


Faith No More - Sol Invictus

Como todos os discos do Faith No More, Sol Invictus é o seu próprio animal. Ele captura todas as facetas do legado da banda norte-americana enquanto soa simultaneamente moderno e atual. Tão originais quanto os vocais de Mike Patton, as faixas são igualmente impressionantes. O tecladista Roddy Bottum tem uma responsabilidade enorme por fazer o grupo soar original e independente. Sol Invictus funciona em todos os níveis, apresentando momentos cativantes como “Superhero”, “Rise of the Fall” e “From the Dead”. Cada faixa traz paisagens sonoras agradáveis e melodias imediatamente acessíveis. Sol Invictus é uma realização gigantesca, e o disco pode se sentar confortavelmente ao lado do restante do catálogo do Faith No More.


Drudkh - A Furrow Cut Short

O Drudkh aperfeiçoou a sua abordagem com uma mistura brilhante entre black metal e o uso sutil de melodias. Baseando-se em contos populares de sua herança ucraniana e entregando ao ouvinte vocais em sua língua nativa, a banda conseguiu chegar até os fãs ocidentais devida à qualidade de seu trabalho. A música do Drudkh consegue manter um senso de direção, conduzindo para um céu escuro, florestas cinzentas, ventos gelados e planícies desoladas. Ser capaz de evocar esse sentimento em ouvintes não-nativos é um grande feito. A Furrow Cut Short é uma excelente introdução aos ouvintes não familiarizados com a banda e, em qualquer parâmetro, trata-se de um excelente disco.


Sigh - Graveward

Mergulhado profundamente na tradição japonesa e nos filmes de terror italianos, o Sigh arrancou uma obra-prima da loucura em Graveward. As faixas passam como um relógio da Apple enlouquecido, com cada canção tão coesa quanto a exibição dos aplicativos do gadget. Estranho, mágico e maravilhoso, trata-se de um disco sem nenhum momento de tédio. O Sigh às vezes soa complexo, difícil de entender e difícil de parar de ouvir depois que o álbum começa a fazer sentido. E é claro que tudo aqui faz sentido.


Obsequiae - Aria of Vernal Tombs

O Obsequiae avança com força sobre os elementos clássicos de sua música em todo o seu segundo disco. A inclusão de instrumentos como uma harpa vibrante dá uma vibe de Idade Média para o álbum, complementando o trabalho de guitarra exuberante. A música aqui não está muito longe da estreia do grupo, mas há uma ligeira maturação que aguça o resultado final. Há um equilíbrio universal que segue de canção em canção, amarrando todo o disco.

(matéria traduzida)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os melhores discos de abril segundo o Heavy Metal About

15:55

Byzantine - To Release is to Resolve

O Byzantine continua a misturar vários gêneros como groove, death, thrash e prog metal, em uma maneira própria de fazer música. Esta característica torna o novo álbum da banda bastante diversificado, tanto na parte vocal quanto no instrumental. Uma diferença notável em relação aos trabalhos anteriores é a presença de canções mais longas e épicas. O grupo lançou um crowdfunding para financiar o disco, e arrecadou mais do que era necessário. Isso só mostra o desejo dos fãs por um novo material, e é um presságio de sucesso para uma banda talentosa e merecedora de mais reconhecimento.


Unleashed - Dawn of the Nine

O Unleashed conjurou os cantos de Odin e seus irmãos viking em Dawn of the Nine. O amor por Midgard e a mitologia nórdica está incorporada e simbolizada no desempenho apaixonado do vocalista Johnny Hedlund. Vomitando suas melodias, Hedlund tem uma das vozes mais acessíveis e destrutivas do death metal, e soa venenoso como sempre. Dawn of the Nine é um trabalho surpreendente e que traz novas cores ao death. Com mais de 25 anos de carreira, o Unleashed prova o porque de ser considerada uma das bandas mais emblemáticas e relevantes do death metal sueco.


Minsk - The Crash & The Draw

The Crash & The Draw traz uma hora e quinze de êxtase e exploração muito bem trabalhados. A música roda dentro e fora das camadas cinzentas e escuras criadas pelo tecladista Tim Mead, um dos fundadores e últimos integrantes originais do Minsk. O nome da banda é uma homenagem à cidade bielorussa que conta com uma história turbulenta, e sua música é um tributo primoroso a essa trajetória. O Minsk retornou com um disco de força impetuosa e foco gelado, digno de sua carreira.


Gruesome - Savage Land

Alguns músicos apaixonados pelos clássicos Scream Bloody Gore, Leprosy e Spiritual Healing (como você sabe, todos lançados pelo Death) se uniram para compor um disco seguindo esse direcionamento. Uma homenagem aos dias de glória do gore, e o resultado é aquilo que a banda se propõe a fazer. Os vocais de Matt Harvey (Exhumed) tem um pouco do tom de Chuck Schuldiner, assim como os solos de guitarra. A banda evita as características prog que o Death trouxe para a sua música a partir de Human. Os riffs são rápidos, e toda vez que o ritmo muda não é para incluir algo melódico, mas sim para tornar tudo ainda mais infernal para o ouvinte.


Abyss - Heretical Anatomy

Para algumas pessoas, é difícil ser cativado por um álbum de metal contemporâneo, principalmente para aqueles que vivem e consome o gênero há muitos anos. No entanto, o Abyss consegue causar este sentimento com o seu disco de estreia. Durante 20 minutos enervantes, a banda aniquila tudo com o seu death metal cruel e violento. Heretical Anatomy é um registro de alto nível que não compromete sua natureza bárbara.

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